quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A natureza está também presente
nas cenas ouro-pretanas
pintadas por Paulo Valadares


Outro pintor que se dedica a pintar a paisagem ouro-pretana de forma apurada e fiel é Paulo Roberto Valadares. Nascido em Ouro Preto em 1949, ele começou a pintar aos 12 anos, quando, impressionado com as procissões da Semana Santa, desenhou uma cena discreta – uma janela coberta por uma colcha, retratando um costume religioso herdado dos portugueses, ainda hoje cultivado na cidade.
De uma única janela, passou a portas e janelas de uma fachada até começar a pintar as paisagens de sua terra natal que o consagraram como artista. Nelas igrejas barrocas despontam em meio ao casario e à vegetação exuberante. Sim, como nas obras de outros paisagistas, a natureza é um elemento presente nas cenas ouro-pretanas retratadas por Valadares, como é mais conhecido. E ela é trazida com tamanha vivacidade que a cidade parece ainda mais encantadora.
Em 50 anos de arte, completados em 2011, o artista conta que nos primeiros 30 anos de sua carreira usava apenas o pincel e que depois passou a usar também a espátula, como um recurso para obter imagens mais luminosas e ainda mais realistas. E como autodidata, ele afirma que a técnica é fruto do trabalho e da experiência de uma vida dedicada inteiramente à arte, ou melhor, à pintura.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PROJETO ARTE EM OURO PRETO PARTICIPA DO FESTIVAL DE INVERNO 2011

Passada uma semana da última postagem neste blog, retomo a divulgação do projeto Arte em Ouro Preto com boa história para contar sobre participação no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2011.

Espaço do projeto Arte em Ouro Preto
no Lounge do Festival de Inverno.
Desde sexta-feira, 8 de julho – aniversário de Ouro Preto (que completa 300 anos com a criação de Vila Rica em 1711) e também abertura do Festival de Inverno – o projeto está com belo espaço de divulgação no Lounge do Festival, montado no CAEM, na Praça Tiradentes. Lá tem recebido turistas, participantes do Festival estudantes e moradores da cidade, mostrando telas, gravuras, aquarelas e fotografias dos artistas ouro-pretanos em extensão à ação divulgadora feita virtualmente pelo site.

No sábado, contamos com a presença de Annamélia Lopes, que demonstrou entusiasmo pelo o que viu – suas obras, de colegas e também de suas duas filhas artistas, Tatiana e Gabriela Rangel. Também turistas em grupos de amigos ou em família, como a do estudante de jornalismo Eduardo Zanetti, manifestaram o prazer em ver reunidos tantos trabalhos de qualidade. Eles apontaram especialmente as fotografias expostas de Andrè Burian e Eduardo Tropia )e as aquarelas de Wagner Bottaro.

Em frente ao espaço do Arte em Ouro Preto, está o Armazém de Ofícios da Fundação de Arte de Ouro Preto – Faop, com trabalhos realizados pelos alunos dos cursos de bordado e cerâmica, também à venda. E, como diz um dos coordenadores executivo do Festival, Celmar Athaydes, o Lounge Festival vai funcionar como um espaço de encontros... encontros entre participantes e convidados do Festival, visitantes e moradores da cidade etc. Estamos esperando também por você. Até!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

JORGE FONSECA REPRESENTA O BRASIL NA QUADRIENAL DE PRAGA 2011

Jorge Fonseca é um dos artistas brasileiros a participar da Quadrienal de Praga 2011: Espaço e Design Cênico, mostra internacional que reúne trabalhos contemporâneos do design da performance – cenografia, sonoplastia, arquitetura teatral, performances multidiáticas e artes performáticas entre outras.

Realizada a cada qautro anos, a mostra já apresentou trabalhos de mais de 70 países, dos cinco continentes, em exposições individuais e coletivas dos países participantes, que se resumem em workshops, discussões e performances, proporcionando profunda investigação sobre o teatro contemporâneo e o design de performance.

Lux, obra com a qual Jorge Fonseca
participa da mostra internacional
Quadrienal de Praga 2011.
A edição de 2011 explora a cenografia, lançando um olhar sobre as entrelinhas da cenografia e das artes do espetáculo, buscando, assim, em trabalhos artísticos um diálogo proveitoso entre as duas artes. Nesta linha, Jorge Fonseca comparece com a obra "Lux" – uma evolução de suas famosas “Máquinas de fazer voar” –, na qual busca questionar, como é comum em suas obras, as fronteiras entre o que é arte e o que é artesanato. Objetos recriados do cotidiano, a partir de uma visão lúdica e poética e do redimensionamento de materiais simples e corriqueiros, típicos do artesanato, suas obras denotam novos conceitos e abordagens, seja por sua carga lúdica, seja pelo o que desperta no espectador.

A participação do Brasil desde a primeira edição da Quadrienal de Praga, realizada em 1967, tem sido espetacular. Em 1971, Hélio Eichbauer recebeu medalha de ouro na categoria Cenografia. Em 1995, J. C. Serroni, José de Anchieta e Daniela Thomas receberam a premiação máxima da mostra – a Golden Triga. Na edição seguinte, os projetos de Lina Bo Bardi e Edson Elito e os de J. C. Serroni conquistaram a medalha de ouro na categoria Arquitetura Cênica.

Falta esperar pelo resultado deste ano e torcer, particularmente, para que a obra apresentada por Jorge Fonseca seja vencedora, juntamente com a de outros brasileiros que participam desta edição.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O “ARTE EM OURO PRETO” SE SOMA AO FESTIVAL DE INVERNO NA DIVULGAÇÃO DE OURO PRETO

Há 10 dias do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2011, agendado para 8 a 24 de julho, temos mais uma novidade para contar...

Página do site com apresentação
do projeto Arte em Ouro Preto.
Além de artistas parceiros participarem do Circuito Festival Ateliê Aberto (leia matéria de 22 de julho) e do Corredor Cultural (leia matéria de 27 de julho), o projeto Arte em Ouro Preto firmou parceria com a coordenadoria do Festival para divulgar as atividades que realiza no âmbito da arte, da cultura e da gastronomia, envolvendo a cidade de Ouro Preto. Vai somar seu trabalho de divulgação ao de outros parceiros – apoiadores e patrocinadores do Festival, que marcarão presença no “Lounge Festival”, um espaço receptivo que será montado na Praça Tiradentes para receber e orientar participantes e visitantes sobre a variada programação a ser oferecida: oficinas, exposições, shows, espetáculos e demais eventos.

O projeto Arte em Ouro Preto vai expor desenhos, gravuras e pinturas dos artistas parceiros, oferecer passeios temáticos pela cidade e servir um bom cafezinho com quitandas em espaço personalizado, visando estimular e promover “conversas” variadas sobre a cidade – seus artistas e seu rico patrimônio artístico, cultural e histórico.

Você, naturalmente, é nosso convidado... Agende em seus dias tempo para vir dialogar conosco e conhecer de perto o que oferecemos virtualmente em no http://www.arteemouropreto.com.br/. Até!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ARTISTAS DO PROJETO PARTICIPAM DO CORREDOR CULTURAL DURANTE O FESTIVAL DE INVERNO

Além do Circuito Festival Ateliê Aberto, os artistas Anna Fátima, Arthur Versiani, Tunico de Ouro Preto, Haroldo Rodriguez e Wagner Bottaro vão participar do Corredor Cultural, outra atividade promovida pelo Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2011.

Wagner Bottato desenhando e
pintado aquarelas em Mariana.
Eles vão formar grupo representativo do projeto Arte em Ouro Preto durante a atividade, que levará artistas, atores, músicos e bailarinos a se reunir ao ar livre, para demonstrar seus ofícios artísticos em duas tardes de domingo, em Ouro Preto e Mariana. Além de acompanhar os artistas trabalhando... Ana Fátima fazendo xilogravura, Wagner Bottaro, “aquarelando” e Arthur, Haroldo e Tunico, pintando telas, o público poderá conhecer e até adquirir trabalhos avulsos, já prontos, que serão exibidos no espaço reservado pelo projeto Arte em Ouro Preto.

A participação está prevista para as tardes dos dias 17 de julho, no Largo de Marília, no Antônio Dias, em Ouro Preto, e 24 de julho, na Praça da Sé, no Centro, em Mariana. Embora alguns deles realizem vez por outra seus ofícios ao ar livre, como Wagner Bottaro, que viaja com freqüência às cidades coloniais mineiras para pintar suas delicadas aquarelas, esta será uma ótima oportunidade para acompanhar o trabalho desses artistas plásticos, que normalmente trabalham em espaços reservados, como ateliês e escolas de arte.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

FESTA DE SÃO JOÃO HOJE EM OURO PRETO HOMENAGEIA GUIGNARD

O dia é de São João, mas o pintor Alberto da Veiga Guignard é o principal homenageado da festa popular que acontece hoje, a partir das 19 horas, na tradicional Rua Direita, de Ouro Preto. Em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo, o diretor do Museu Casa Guignard, Gélcio Fortes, integrante do projeto Arte em Ouro Preto, realiza há quatro anos com moradores e comerciantes locais a festa “Noite de São João”, evocando a temática na obra do artista modernista, conhecido pelas paisagens mineiras e, especialmente, pelas festas juninas.
Tela "Festa de São João", considerada obra-prima de
Alberto da Veiga Guignard foi pintada em 1961 em Ouro Preto.

Antes das comidas típicas, das bandeirinhas e dos balões darem vida à rua, o Museu promove às 17 horas, no Centro Cultural e Turístico da FIEMG, a palestra “Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas”, na qual os estudiosos Priscila Freire e Paulo Herkenhoff buscam traçar relações entre o artista e a arte oriental. Eles argumentam que “Guignard assimilou muito bem a questão da estruturação do espaço nas paisagens chinesas, em que não há uso ponto de fuga, como se costuma fazer na arte ocidental”. E, defendem que: “em certo momento da carreira, Guignard começa a abolir as perspectivas e profundidades, e as figuras na tela parecem suspensas numa atmosfera vaporosa". Um paralelo interessante das belas “paisagens imaginantes’, que deram fama ao artista brasileiro.

Além da homenagem a Guignard, a data representa outro marco na história ouro-pretana. Acredita-se que na noite de 24 de julho de 1698, Antônio Dias e seus homens acamparam onde hoje existe a capela São João e, ao amanhecer, avistaram o Pico do Itacolomi, referência importante dos primeiros achados de ouro na região. A partir daí, começaram a surgir os arraiais mineradore que, em 1711, dariam origem a Vila Rica.

Reunindo São João a Guignard e Antônio Dias, a data se renova e ganha conotações que vão além da forte religiosidade ouro-pretana, revelando novos temas da comovente história cultural da cidade, mercendo, sem dúvida, ser comemorada.